NOTÍCIAS
Pernambuco quer premiar PMs com trabalho em Fernando de Noronha
O governo de Pernambuco estuda premiar o desempenho de policiais civis e militares do Estado com temporadas de trabalho no arquipélago de Fernando de Noronha.
Um plano elaborado pela Secretaria da Defesa Social prevê que policiais que se destaquem em operações como apreensão de armas, prisões e desarticulação de quadrilhas sejam contemplados com 30 dias de atividades nas ilhas.
Além da motivação de conhecer o destino turístico, o policial terá um período de trabalho mais tranqüilo, o que o ajudará a se recuperar da rotina estressante da profissão, diz o deputado estadual Moisés de Oliveira (PSB), presidente da Associação Pernambucana de Cabos e Soldados, um dos idealizadores do plano.
Segundo ele, Fernando de Noronha tem poucas ocorrências --as mais freqüentes são brigas e confusões causadas pelo consumo de álcool. Os PMs na ilha também fazem a vigilância ambiental.
Para o comandante-geral da PM em Pernambuco, Iturbson Agostinho, é preciso incentivar os "bons policiais". "Eles vão trabalhar, mas em um lugar onde pessoas do mundo inteiro gostariam de estar pelo menos um dia."
O plano também altera a estrutura da cobertura policial de Fernando de Noronha. Atualmente, oito policiais militares trabalham e moram na ilha. Outros 13 irão a cada mês para o arquipélago no sistema de rodízio. Pelo projeto, todos os policiais vão se revezar no local.
Quem for contemplado, porém, não deve encontrar conforto em Fernando de Noronha. Segundo a Associação de Cabos e Soldados, a estrutura do destacamento está sucateada e há fissuras nas paredes e vazamentos. A PM diz que está fazendo um levantamento de todas as unidades para planejar futuras reformas.
A Secretaria da Defesa Social também quer criar gratificações no salário dos policiais por armas apreendidas no Estado. A idéia é pagar um bônus de R$ 100 a 500 para cada arma apreendida. O valor da bonificação depende do tipo de armamento obtido.
Pernambuco é o Estado que teve a maior taxa de homicídios entre 1994 e 2004, segundo o Mapa da Violência, divulgado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos.
|