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Monte Everest é afetado pelo aquecimento climático
PARIS, 22 fev (AFP) - As neves eternas do monte Everest, o topo do mundo situado no coração do Himalaia, também são afetadas pelo aquecimento climático, segundo um estudo feito pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), anunciou nesta quinta-feira o organismo francês.
Os cientistas franceses analisaram amostras de gelo perfuradas pelos cientistas chineses no topo do Everest e detectaram uma diminuição da quantidade de gás retido em suas camadas no século XX, em comparação com uma amotsra de gelo mais antiga, o que demonstra que a neve na superfície da geleira que derrete com maior rapidez durante o verão, explicou o CNRS.
Embora não tenha sido possível quantificar a evolução das temperaturas, "foram encontrados indícios de que o aquecimento climático afetou também as neves eternas do teto do mundo ( 8.848 metros )", destacou a entidade científica.
A evolução climática no Himalaia e a colina tibetana não foi cabalmente analisada, com poucas estações meteorológicas disponíveis e arquivos climáticos difíceis de analisar.
No entanto, os cientistas chineses conseguiram perfurar em 2001 e 2002 três pedaços do gelo na geleira East Rongbuk, a 6.518 metros de altitude, na região norte do Everest.
Ao analisar duas das amostras, os cientistas do Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Ambiente (LGEE) e do Laboratório de Ciências do Clima e do Ambiente (LSCE) puderam medir o conteúdo de gás de gelo, obtendo também um "marcador climático" que remonta a 2.000 anos. |