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DETONANDO EM HONG KONG

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA saber para desbravar as atrações, os restaurantes e o melhor da festa: mega-shoppings, lojas de eletrônicos e mercados de rua do maior porto comercial do Oriente.

Desembarcar em Hong Kong após percorrer a China continental pode ser um choque. Entre outros motivos, porque: 1) é a mais compacta entre as três principais cidades chinesas ( 1 100 quilômetros quadrados, contra 6 350 de Xangai e 16 810 de Pequim); 2) por ser uma ilha, tem lindas praias e montanhas dentro da área urbana; 3) a área urbana não é caótica, nem suja, nem feia; 4) a mão de direção é inglesa, à esquerda; 5) os motoristas dirigem bem e não buzinam a esmo; 6) o trânsito fl ui; 7) as pessoas não cospem na rua; 8) do taxista ao maître do restaurante sofisticado, todos falam inglês; 9) os funcionários dos postos de atendimento do Conselho de Turismo são efi cientes e gentis. E, acima de tudo, porque 10) a isenção fiscal deixa os calçados, roupas, relógios, jóias, cosméticos, perfumes, computadores e eletroeletrônicos que você viu à venda na parte continental bem mais em conta aqui.

O território de Hong Kong, na costa sudoeste da China, é constituído pela ilha propriamente dita, mais a península de Kowloon, a ilha de Lantau, os chamados Novos Territórios e 235 ilhotas. Há 164 anos, a ilha foi um dos troféus da vitória inglesa sobre a China na Primeira Guerra do Ópio (1834-1843). A Inglaterra agregaria ainda às suas colônias Kowloon, após a Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), e os Novos Territórios, em 1898. Todo o conjunto foi devolvido à China em julho de 1997, sob a denominação de Região Administrativa Especial e sob o lema “um país, dois sistemas”. Mas àquela altura a grande nação comunista já havia se tornado quase tão capitalista quanto a ex-colônia inglesa, que, desde então, enfrenta acirrada disputa com Xangai pelo posto de principal centro fi nanceiro da Ásia. Se por um lado Hong Kong perdeu indústrias para a China, por outro ganhou uma redução colossal nos impostos de importação e o direito de fazer negócios no gigantesco mercado chinês. De quebra, firmou-se entre os mais importantes destinos turísticos do país graças à liberação, pelo governo de Pequim, de vistos para que milhões de chineses do continente, ávidos consumidores, pudessem visitar a ilha.